sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fina Estampa – Entrevista com o diretor Wolf Maya

A dobradinha já é conhecida do público. Desde a novela ‘Senhora do Destino’ (2004), o diretor geral e de núcleo Wolf Maya e o autor Aguinaldo Silva trabalham juntos. A parceria rendeu, até hoje, tramas de sucesso como ‘Duas Caras’ (2006) e ‘Lara com Z’ (2011), nas quais Wolf também atuou.
O diretor é um profissional de muitas facetas e carrega grande bagagem desde a década de 70, quando iniciou sua carreira de ator. No teatro, obras musicais como ‘Blue Jeans’ (1981) e ‘Cabaret Brazil’ (1996) contaram com sua experiência em produção e direção. Já na TV, dirigiu e atuou nas novelas ‘Barriga de Aluguel’ (1991), ‘O Amor Está no Ar’ (1997), ‘Cara e Coroa’ (1995), ‘Uga Uga’ (2000) e na minissérie ‘O Quinto dos Infernos’ (2002). No currículo, são mais de 20 novelas como diretor.
Em ‘Fina Estampa’, o personagem Álvaro foi separado para Wolf, que adora ser comandando pelos diretores da equipe, Marcelo Travesso, Ary Coslov, Claudio Boeckel, Marco Rodrigo e Marcus Figueiredo
‘Fina Estampa’, segundo define o próprio autor, é uma novela viva, solar, alegre. Como é o trabalho da direção para imprimir essa característica?
A fotografia de ‘Fina Estampa’ é solar como o verão da Barra da Tijuca e direção é ágil como a protagonista Griselda (Lília Cabral). Ela anda por toda a Barra a prestar serviços como faz-tudo, com um humor muito português, e quase guia a câmera com seu movimento. ‘Fina Estampa’ tem uma ousada simplicidade e é uma emocionada dramaturgia com personagens do Rio de Janeiro sinceros, realistas e apaixonantes.
Como a equipe de direção encara o desafio de apresentar a Barra da Tijuca para o Brasil?
Queremos mostrar o novo Rio de Janeiro fugindo do eterno Pão de Açúcar e Corcovado. Um Rio de novos habitantes com temperamento carioca moderno e beleza natural ainda pouco conhecida do grande público. Como o próprio Aguinaldo costuma dizer, depois dessa novela, a Barra da Tijuca não será mais a mesma.
O que está sendo feito para gravar sempre nos mesmos lugares e não passar a sensação de repetição de cenas?
Praticamente toda nossa história acontece na Barra da Tijuca e arredores: Jardim Oceânico, Olegário Maciel, praia, lagoas, suas comunidades e outros locais nem tão conhecidos do público. Essa diversidade nos possibilita retratar esse micro universo tão rico de nossa cidade com suas características, problemas e encantos de uma forma carinhosa, crítica e atual. Temos uma reprodução em cidades cenográficas de boa parte desses pontos principais da Barra que evita essa sensação.
A novela tem um núcleo jovem muito grande. Foi difícil escolher esses novos rostos?
A procura por novos rostos é eterna na televisão e não fugimos disto. Mas nossos protagonistas não são tão jovens assim. Pelo contrário, temos um elenco de grandes e reconhecidos atores, que serão responsáveis pela condução de nossa história. Nossa escalação foi muito pensada e conseguimos um time de grandes atores em personagens que vão dar o que falar.
Você gosta de atuar nas novelas que dirige. Por que? Se sente mais envolvido na trama?
Sem dúvida o que mais me encanta, além dos personagens maravilhosos que o Aguinaldo Silva sempre cria, é a convivência dentro da trama com a história e com o elenco. Não tenho um número grande de cenas, mas ajudo a contar a novela também como ator. Essa parceria integral tem sido uma constante entre eu e o Aguinaldo em nossas últimas novelas.
Como é o trabalho de produção da trilha sonora?
Eu acato muito as sugestões do Aguinaldo e principalmente do Mariozinho Rocha, nosso produtor musical. Além de canções inéditas, estamos envolvidos com pérolas da MPB que estão sendo revistas. Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Ana Carolina, Maria Gadú compuseram especialmente para Fina Estampa.
Um trecho da Olegário Maciel foi reconstruído e o projeto é grandioso. Será possível ter duas frentes de gravação ao longo da rua?
São três cidades cenográficas que reproduzem partes da Barra. A Rua Olegário Maciel é a mais exuberante e sem dúvida poderemos realizar gravações simultâneas na Olegário, na Favela da Muzema e no “Recanto da Zambeze”, nosso paraíso na Barra.

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